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"O Violão" do Choro ao Flamenco

22 de Maio - 21h

TEATRO ADEMIR ROSA - CIC

 

Regência Jeferson Della Rocca

 

Com Wagner Segura 

Geraldo Vargas

Luiz Sebastião Juttel

e Felipe Coelho

 

convidado especiail

Vinícius Domingues Buch

 

 

Programa

 

Leite de Côco

Wagner Segura

Solo bandolin: Vinícius Domingues Buch

 

Beco sem Saída

Wagner Segura

Solo bandolin: Vinícius Domingues Buch

 

Cecília

Daniel Aranha/Wagner Segura

Solo bandolin: Vinícius Domingues Buch

 

Sarau no Ribeirão

Geraldo Vargas 

 

Vila do Desterro

Geraldo Vargas 

Arranjo: Glauber Seixas

 

Sonhando

Chiquinha Gonzaga

Arranjo: Luiz Sebastião Juttel

Solo viola: Fausto Kothe

 

Saudades da Terrinha

Luiz Sebastião Juttel

 

Uma Carta à Luiza

Luiz Sebastião Juttel

 

Soleá por Buleria

Felipe Coelho

 

O Monge

Felipe Coelho

 

Monastério de Sal

Paco de Lucia

Arranjo: Felipe Coelho

 

Os Oito Batutas

Pixinguinha

Arranjo: Luiz Sebastião Juttel

 

A Camerata Florianópolis realiza na noite de hoje o espetáculo “O Violão – do Choro ao Flamenco” com obras e interpretação de Wagner Segura, Luiz Sebastião Juttel, Geraldo Vargas e Felipe Coelho e regência do maestro Jeferson Della Rocca. Renomados artistas catarinenses em conjunto com os músicos da Camerata Florianópolis farão neste programa uma homenagem ao violão, interpretando obras que exploram o instrumento como solista ou acompanhador, da música brasileira à espanhola, ou seja, o violão e suas mais diversas possibilidades.

 

Wagner Segura é violonista, bandolinista, arranjador. Há mais de 30 anos dedicado á cultura musical da cidade mais especificamente ao choro. Participou de diversos projetos culturais deste a década de 80. Produziu e gravou com diversos nomes da música local como Zinho, Neide Mariarrosa e muitos do cenário nacional como Altamiro Carrilho e Artur Moreira Lima.

 

Para este programa participará com composições de sua autoria com: “Beco sem saída”, relembrando os antigos regionais de choro; “Leite de Côco”, maxixe e “Cecília” composta em parceria com Daniel Aranha. Daniel Aranha foi aluno de Wagner e hoje vive no RJ com uma carreira promissora. Contaremos com a participação do bandolinista Vinícius Buch, aluno do Centro Musical Wagner Segura, que há 23 anos contribui para o ensino da música em Florianópolis.

 

Felipe Coelho é compositor e instrumentista. Construiu sua identidade musical na música brasileira contemporânea buscando a mescla com linguagens do mundo. Formou-se bacharelado e mestre em Jazz nos Estados Unidos como bolsista integral onde também estudou arranjo, música erudita, flamenca e oriental. Produz neste ano seu quinto CD já tendo realizado 8 circuitos com seu trabalho autoral e recebido prêmios estaduais e nacionais como o Prêmio Funarte de "Melhor Instrumentista 2014" pelo Prêmio da Música/SC. 

 

Para o programa de hoje selecionou as composições “Soleá por Buleria” que recebe seu nome diretamente do ritmo flamenco soleá por buleria, ciclo lento de 12 tempos. Sua estrutura é formada pelo toque básica da soleá e o diálo entre diferentes "falsetas", some dado à curtas composições (ou longas frases) que consitutem a linguagem flamenca; “O Monge” música com forte influência da sonoridade oriental, utiliza o compasso de 11/16 e apresenta recorrentes "hemiolas", cliclos ritmicos de diferentes durações sobrepostos um ao outro. O título faz referênia ao aspecto oriental e meditativo da composição. E, por fim, “Monastério de Sal” composição alegre de “Paco de Lucia” no ritmo de "Colombiana" um dos estilos mais recentes do flamenco, reconhecido como do início da década de 1930. É um estilo de fácil audição pois utiliza o compasso de 4/4 saindo da forma flamenca mais tradicional de 12 tempos.

 

Geraldo Vargas é bandolinista de Florianópolis/SC e vem, desde a década de 1980, realizando diversas apresentações em todo o Estado de Santa Catarina e outros Estados brasileiros, tendo sempre o choro como referência. Produziu 2 CDs com composições próprias intitulados “Sarau no Ribeirão” e “Vila do Desterro”, este último com a participação do clarinetista Nailor Azevedo Proveta e outros músicos catarinenses. Em 2005, foi indicado pela FUNARTE como o representante da música de Santa Catarina para o PROJETO PIXINGUINHA, realizando turnê em várias cidades da região Nordeste. Já se apresentou ao lado de músicos renomados como Elton Medeiros, Maurício Carrilho, Yamandú Costa, Arthur Moreira Lima, Jair do Cavaquinho, Nailor “Proveta”, Arismar do Espírito Santo, Grupo Galo Preto, Jorginho do Pandeiro, Zé Barbeiro, Luciana Rabello, entre outros.

 

Na noite de hoje apresentará as composições “Sarau no Ribeirão”, um Scotchie que dá nome ao seu primeiro CD de choros. Dentro das danças que se tornaram estilos dentro do gênero do Choro, o Scotchie sofreu grande metamorfose ao sair dos salões imperiais e frequentar as festas nas casas populares. No nordeste e no Sul, o Scotchie virou Xote, no Sudeste o estilo tornou-se uma polca lenta de dança bem marcada; e uma quadrilha intitulada “Vila do Desterro”. Vila do Desterro é uma suíte composta por cinco partes alternando valsa, polca, valsa, polca e maxixe. Essa peça dá nome ao segundo CD de composições de Geraldo Vargas. Esse é um estilo de composição do princípio do choro que remonta as danças francesas de salão com um narrador determinando as alterações nos passos dos casais. O termo quadrilha acabou ficando marcante nas festas juninas no Brasil, com danças mais rápidas. No choro, a quadrilha torna-se uma peça erudita com variações rítmicas discorrendo sobre um mesmo tema.

 

Luiz Sebastião Juttel é violonista de sete cordas, compositor e arranjador. Há vinte anos vem atuando no meio musical no Sul e Sudeste do Brasil. Possui graduação em Licenciatura em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.  Atualmente é produtor musical e responsável pelo selo Samburá Sonoro, atuando principalmente no choro, samba e música regional, nas áreas de produção/direção musical, arranjo e composição. Dentre alguns prêmios recebidos, destacam-se o Prêmio Funarte de Música Brasileira, em 2013; Prêmio Edital Elisabeth Anderle de Incentivo a Cultura em 2013; Circuito SESC de Música, em Santa Catarina, em 2013 e 2014.

 

 

Para o programa de hoje Luiz Sebastião selecionou as músicas “Sonhando” de Chiquinha Gonzaga que foi uma das principais figuras femininas da MPB, e teve forte participação na formação do Choro. Grande compositora e pianista, Chiquinha compunha com maestria temas instrumentais embasados nas danças que movimentavam os salões cariocas do século XIX. Uma dessas danças era a Habanera, de origem espanhola, teve grande importância na formação do Choro. “Os 8 Batutas” de Pixinguinha, considerado o mais importante chorão do seu tempo – e por grande parte dos estudiosos o maior de todos até agora -. Pixinguinha era um dos maiores também em seu principal instrumento: a flauta. Após os sessenta anos de idade, Pixinguinha troca de instrumento, migrando para o sax-tenor e da luz à linguagem do contraponto, se tornando o grande mestre na área do contraponto da sua época. Também apresenta “Uma Carta à Luiza” composição própria de estilo Mazurca. A Mazurca é uma dança europeia que fazia parte do repertório dançado nos salões cariocas, e que foi amplamente trabalhada por compositores brasileiros do século XIX. Revisitado, esse gênero ganha uma composição atual e arranjo para orquestra e violão de 7 cordas. E, por fim,  “Saudades da Terrinha” também de sua autoria do gênero choro. Nesta peça, o arranjo destaca a orquestra de cordas como solista principal, com o acompanhamento do grupo base do choro: violões de 6 e 7 cordas, cavaquinho e pandeiro – também conhecido como grupo regional.

 

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